Voltar para o site Marcello Leijoto Carvalho Junqueira

Osteoporose, uma doença tão perigosa quanto negligenciada no Brasil

Publicado em

Osteoporose, uma doença tão perigosa quanto negligenciada no Brasil

Mais comum em mulheres acima dos 45 anos, a osteoporose deixa os ossos frágeis e porosos, facilitando a ocorrência de fraturas no quadril, na costela e no colo do fêmur.

A incidência da osteoporose

Mais comum em mulheres acima dos 45 anos, a osteoporose deixa os ossos frágeis e porosos, facilitando a ocorrência de fraturas no quadril, na costela e no colo do fêmur. É mais frequente durante a menopausa porque é nesta fase que acontece a queda de estrogênio, hormônio que controla a perda e o ganho da massa óssea, bem como a fixação do cálcio nos ossos. Homens também são atingidos, mas em menor escala e normalmente depois dos 60 anos. Isso porque a testosterona barra o desgaste ósseo.

Uma doença silenciosa

A doença age discreta e silenciosamente, sem provocar sintomas, mas promovendo uma degeneração óssea. O paciente só tem o diagnóstico depois de fraturar alguma parte do corpo ou quando, infelizmente, passa a fazer parte de uma estatística de 200 mil mortes por ano no Brasil. Recentemente a Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu a osteoporose como uma doença tão perigosa quanto negligenciada e pouco diagnosticada no país.

Prevenindo a osteoporose

A adoção de hábitos saudáveis é o grande segredo para evitá-la. Como está nitidamente associada ao envelhecimento, a sugestão é que a prevenção seja feita ao longo da vida. Pois, uma vez que a osteoporose se instala, as medidas preventivas são insuficientes e só ganham força com a ajuda de medicamentos.

Evitar a ingestão abusiva de álcool, cigarro e medicamentos a base de corticoides ou cortisona são as principais providências. Também é fundamental conservar uma alimentação rica em cálcio, praticar atividades físicas regularmente, controlar a diabetes e fazer suplementação de vitamina D.

Outra forma de prevenção é se submeter a exames de densitometria óssea a partir dos 45 anos no caso das mulheres e dos 60 anos no caso dos homens. Essa avaliação permite ver o osso por dentro e medir a densidade mineral, prevendo até o risco de fraturas. Ou seja, a medicina dá esperanças, mas precisamos fazer nossa parte!

Fonte: Medical Site